Muitos consideram a solidão como o sentimento de tristeza mais profundo que existe, dizem que ele traz sofrimento, depressão e um rancor imenso. Mas também existe aquela solidão de livre e espontânea vontade, a qual chamo de “solidão própria”.
É uma solidão que deve ter pouca duração, pois ninguém vive sozinho. E nesse pequeno e único período de tempo, para alguns, é como se todas as pessoas desaparecessem, todos os carros, todas as motos, todos os barulhos e ficasse apenas o som do silêncio. Esse som, te traz uma paz que só você sabe como é, olhando para tanta coisa, e vendo simplesmente o nada. É como se você entrasse em contato direto com seu interior, e nisso mais nada passa em sua cabeça.
É um certo desligamento da sua mente, onde ela tem o tão merecido descanso, mesmo que seja por um minuto, mesmo que seja por dez segundos, é algo instantâneo, onde apenas se ouvi a respiração. E sua respiração nessa hora pode te relaxar como nenhum massagista faria, pois massagistas não alcançam nossa mente a tal ponto de nos trazer algo que não se explica de qualquer forma. É algo complexo, mas que você tem todo o controle e sentido do que faz.
É a liberdade de sua alma, e esta não sai de você, pois quer ficar contigo, te confortando, te trazendo uma calma que você nunca tinha sentido na vida, e todos os seus problemas se tornam mínimos, tão pequenos a ponto de serem esquecidos ou transformados em um pequeno sorriso, ao lembrar-se das bobagens pelas quais você se irritou. E esse sorriso vai se fechando na sua boca, mas dentro de você surge um sorriso muito maior, por você saber que aquele momento mínimo de paz está chagando ao fim, e por você sentir que nada daquilo foi perda de tempo, foi apenas uma pausa nesse grande adestrador do mundo, que controla toda a sociedade terráquea, mas não tem o poder de tocar na parte mais profunda de cada um desses seres: o coração.
Douglas Rodrigues
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